Como o Justiceiro virou a melhor série do universo Marvel. - TRAGARTE

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Como o Justiceiro virou a melhor série do universo Marvel.

Como o Justiceiro virou a melhor série do universo Marvel.

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O personagem, que já ganhou três filmes de qualidade bem diversificadas, teve os direitos retornados para a Marvel após um tempo de inatividade, sem a Fox produzir filmes do anti-herói. Logo de cara, ele foi parar na segunda temporada da série do Demolidor, e o sucesso foi tão barulhento e imediato que Marvel e o Netflix se viram praticamente obrigadas a criar uma série.
Criada por Steve Lightfoot, que já atuou como produtor em "Hannibal", "O Justiceiro" mantém o tom sombrio característico das produções Marvel/Netflix, mas abraça a potência caótica de seu protagonista, criando o personagem mais crível do mundo dos quadrinhos. É bem verdade que a maioria dos grandes heróis da Marvel, não matam os criminosos, apenas os apanham para que as autoridades responsáveis cuidem deles. Bem, isto é, até chegarmos no Justiceiro, um personagem que de fato vai até o fim, não poupando sequer um contraventor que seja. Justamente por isso, começou como vilão nos quadrinhos, até escalar ao posto de anti-herói, o máximo conquistado por ele ao longo dos 43 anos de sua criação.

A série já se sustentaria muito bem com a premissa da vingança de um homem que teve a família inteira assassinada. Mas "O Justiceiro" não se acomoda e cria um "pano de fundo" interessante, levantando questões importantes sobre as consequências da guerra na psique dos norte-americanos e ainda expõe os dois principais pontos de vistas sobre as leis de posse de armas nos EUA.

Nenhum personagem é desperdiçado na série e o destaque vai para Lewis Walcott, um ex-combatente de apenas 26 anos, muito bem interpretado por Daniel Webber, que se sente abandonado pelo sistema e que sofre de transtorno de estresse pós-traumático . Na verdade, "o Justiceiro" quadrinesco, com direito a colete e caveira estampada, aparece pouco. A trama é sobre ambição, orgulho, decepção, traumas, narcisismo, lealdade e principalmente sobre debates morais e éticos. Claro, tudo isso regado com muita violência, bem acima da média de qualquer outra série Marvel/Netflix.

A história é contada em episódios diferentes entre si, mas sem perder a unidade: mexendo com a linha do tempo, filmagens em primeira pessoa, cabeças sendo partidas na tela do espectador, com direito a tortura e sexo em uma mesma situação, e cortes bruscos na trilha sonora.

Os diálogos não contam os fatos, a trama é contextualizada, não falada, por isso se tornam interessantes e criam momentos marcantes, acrescentam aos temas apresentados e ajudam a desenvolver todas as tramas em paralelo: em um momento, os personagens podem estar rindo como velhos amigos; uma frase errada e a briga se torna inevitável.

Micro (Ebon Moss-Bachrach) liga o Justiceiro apresentado na série do Demolido (um homem que asó queria vingar a morte da família), à nova narrativa sobre as consequências das ações de Frank Castle como militar. 


Dinah Madani (Amber Rose Revah) é a típica agente especial que não leva desaforo para casa e também traz esse passado consigo, mas de outra perspectiva. 

Karen Page (Deborah Ann Woll) aparece só o suficiente durante toda a série, cumprindo o papel de ligar as tramas paralelas que são apresentadas no grupo de apoio aos veteranos comandado por Curtis Hoyle(Jason R. Moore), amigo de Castle. 

Tudo está interligado e os diferentes núcleos são bem trabalhados: a família abandonada, a policial frustrada, a vida solitária da jornalista e o homem em busca de ajudar para ser ajudado.

Bernthal têm uma compreensão invejável da alma do personagem, do âmago de seus conflitos. Netflix e Marvel entregam uma série com um grande potencial de redefinir alguns parâmetros para produções televisivas estreladas por personagens vindos das HQs.


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