As expressões populares ou expressões idiomáticas, fazem parte da nossa cultura e são caracterizadas por terem significados bem diferentes do seu sentido literal. Todos nós sabemos várias, e muitas vezes utizamos algumas no nosso dia-a-dia, pois elas estão associadas as gírias, jargões e aos contextos culturais da nossa sociedade.
Muitas destas expressões têm existência curta, enquanto algumas outras resistem ao tempo e acabam sendo usadas de forma mais abrangente, extrapolando o contexto original. Neste último caso, a origem histórica do seu significado muitas vezes, perdem-se totalmente ou ficam limitados à um pequeno grupo de usuários da língua. Então, para explicar a incrível, curiosa e até hilariante origem de algumas expressões, postei abaixo algumas das divertidas descobertas que a nossa língua portuguesa reserva.
"Cor de burro quando foge" - Trata-se de uma cor indefinida.
Várias espécies animais se transformam quando ameaçadas. O camaleão muda de cor. O polvo solta uma tinta escura que funciona como camuflagem. Não é esse o caso do burro. Portanto, a frase, muito usada em todo o Brasil para tratar de uma cor indefinida, não tem explicação no comportamento do bicho. A resposta mais provável para a origem do termo está em um registro feito no começo do século 20 pelo gramático Antônio de Castro Lopes (1827-1901), que documentou o uso popular da construção "corro de burro quando foge". A repetição provocou uma frase que não faz o menor sentido, e que mesmo assim ficou consagrada.
Muitas destas expressões têm existência curta, enquanto algumas outras resistem ao tempo e acabam sendo usadas de forma mais abrangente, extrapolando o contexto original. Neste último caso, a origem histórica do seu significado muitas vezes, perdem-se totalmente ou ficam limitados à um pequeno grupo de usuários da língua. Então, para explicar a incrível, curiosa e até hilariante origem de algumas expressões, postei abaixo algumas das divertidas descobertas que a nossa língua portuguesa reserva.
"Cor de burro quando foge" - Trata-se de uma cor indefinida.Várias espécies animais se transformam quando ameaçadas. O camaleão muda de cor. O polvo solta uma tinta escura que funciona como camuflagem. Não é esse o caso do burro. Portanto, a frase, muito usada em todo o Brasil para tratar de uma cor indefinida, não tem explicação no comportamento do bicho. A resposta mais provável para a origem do termo está em um registro feito no começo do século 20 pelo gramático Antônio de Castro Lopes (1827-1901), que documentou o uso popular da construção "corro de burro quando foge". A repetição provocou uma frase que não faz o menor sentido, e que mesmo assim ficou consagrada.
"Merda" - Utilizada por artistas de teatro para desejar boa sorte.
No teatro antigo (e este uso extende-se ainda nos dias de hoje), merda era utilizada na linguagem entre artistas de teatro para desejar boa sorte antes da entrada em cena. A expressão nasceu da língua francesa - "merde", provavelmente no século XIX ou século XX, pelo fato do público ter acesso à casa teatral por meio de carruagens à cavalos que, muitas vezes, amontoavam fezes em suas entradas; com ironia, a expressão correlacionava o fato de haver "muita merda" na entrada do teatro ao desejo de se ter também "muita sorte" em cena. Na língua italiana diz-se igualmente merda.
"Para inglês ver" - Diz-se quando algo existe, mas não cumpre sua função.
Não deve ter existido apenas uma origem para o surgimento dessa expressão, diz John Schimitz, professor de Lingüística Aplicada da Unicamp. Mas, segundo a maioria dos especialistas, a fonte mais provável data de 1831, quando o Governo Regencial do Brasil, atendendo as pressões da Inglaterra, promulgou naquele ano, uma lei proibindo o tráfico negreiro declarando assim livres os escravos que chegassem aqui e punindo severamente os importadores. Mas, como o sentimento geral era de que a lei não seria cumprida, teria começado a circular na Câmara dos Deputados, nas casas e nas ruas, o comentário de que o ministro Feijó fizera uma lei só para inglês ver. E, de fato, foi isso que aconteceu, diz Regina Horta, professora de História do Brasil-Império da Universidade Federal de Minas Gerais. Apesar do esforço do governo inglês, que defendia o fim do tráfico por motivos que vão desde a pressão da opinião pública interna até seus Interesses coloniais na África, a lei brasileira permaneceu como letra morta por mais de 20 anos." Foi preciso esperar outra lei, promulgada pelo imperador Dom Pedro II, em 1852, para a proibição definitiva do tráfico.
"Fazer nas coxas" - Fazer mal feito.
A origem vem da época dos escravos, que usavam as próprias coxas para moldar o barro usado na fabricação das telhas. Como as medidas eram diferentes, as telhas saíam também em formatos desiguais. E o telhado, “feito nas coxas”, acabava torto.
Quinto dos infernos - Diz-se para uma pessoa que está incomodando.
Vem da época do ciclo do ouro no Brasil. Na época a Coroa Portuguesa taxava em um quinto (1/5) todo ouro encontrado, dai o pessoal ficava maluco né e saia falando "quinto dos infernos".
“Cuspido e escarrado” - Alguém muito parecido com outra pessoa.
O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de mármore).
“Quem tem boca vai a Roma” - Significa que todos os caminhos levam a um mesmo lugar.
O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).
“Quem não tem cão, caça com gato” - Usada para uma pessoa que tenciona improvisar. O correto seria: “Quem não tem cão, caça como gato”.(ou seja, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente) .
"O pior cego é o que não quer ver" - Diz-se da pessoa que nega a verdade.
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.
"Ficar a ver navios" - Esperar em vão algo que não irá acontecer.
O rei de Portugal, Dom Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o corpo não foi encontrado. A partir de então (1578), o povo português esperava sempre o sonhado retorno do monarca salvador. Lembremos que, em 1580, em função da morte de Dom Sebastião, abre-se uma crise sucessória no trono vago de Portugal. A conseqüência dessa crise foi a anexação de Portugal à Espanha (1580 a 1640), governada por Felipe II. Evidentemente, os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma salvadora de resgatar o orgulho e a dignidade da pátria lusa. Em função disso, o povo passou a visitar com freqüência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, o retorno do dito rei. Como ele não voltou, o povo ficava apenas a ver navios.
"Não entender patavina" - Não entender absolutamente nada.
Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.
"Santinha do pau ôco" - Pessoa que se faz de santa, mas não é.
Nos século XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.
"Sem eira nem beira" - Pessoas sem posses e bens.
Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada. Na região nordeste este ditado tem o mesmo significado, mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.
"Casa de mãe Joana" - Lugar onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.
Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: “que tenha uma porta por onde todos entrarão”. O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou “Casa da Mãe Joana”. A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.
"Onde judas perdeu as botas" - Lugar distante, inacessível...
Como todos devem saber, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.
"Lua de mel" - Rito realizado após o casamento.
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
"Arco-da-velha" - Coisas inacreditáveis, absurdas.
Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro - tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (”de beber”, em italiano).
"Bode expiatório" - Pessa que recebe a culpa por algo que não fez.
A expressão significa que alguém recebeu a culpa de algo cometido por outra pessoa. A origem está num rito da tradição judaica. Simbolicamente, o povo depositava todos os seus pecados num bode, que era levado até o deserto e abandonado. Dessa forma, acreditava-se que as pessoas estariam livres de todos os males que tinham feito.
"A vaca foi pro brejo" - Quando algo acontece errado.
Faz referência a tempos difíceis, de seca, quando o gado parte em direção a brejos ou terrenos pantanosos em busca de água.
"Chato de galocha" - Pessoas muito chatas, resistente e insistente.
Infelizmente, os chatos continuam a existir, ao contrário do acessório que deu origem a essa expressão. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o chato de galocha seria um chato resistente e insistente, explica Valter Kehdi, professor de Língua Portuguesa e Filologia da Universidade de São Paulo. De acordo com Kehdi, há ainda a expressão chato de botas, calçados também resistentes, o que reafirma a idéia do chato reforçado.
"Da pá virada" - Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
A origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da “pá virada” tem outro sentido. Ele é o “bom”. O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.
"Nhenhenhém" - Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona.
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen” .
"Dor-de-cotovelo" - Pessoa que sofre de decepção amorosa.
A expressão “dor-de-cotovelo”, tem sua origem na figura de uma pessoa sentada em um bar e com os cotovelos em cima do balcão, enquanto toma uma bebida e lamenta a má sorte no amor. De tanto o apaixonado ficar com os cotovelos apoiados no balcão, eles iriam doer. Essa é a idéia por trás desta expressão.
"OK" - Mundialmente conhecido por significar algo que está certo.
A expressão inglesa “OK” (okay) teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante o conflito, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam em uma placa “0 Killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Foi assim que surgiu o famoso “OK”.
"Para inglês ver" - Diz-se quando algo existe, mas não cumpre sua função.
Não deve ter existido apenas uma origem para o surgimento dessa expressão, diz John Schimitz, professor de Lingüística Aplicada da Unicamp. Mas, segundo a maioria dos especialistas, a fonte mais provável data de 1831, quando o Governo Regencial do Brasil, atendendo as pressões da Inglaterra, promulgou naquele ano, uma lei proibindo o tráfico negreiro declarando assim livres os escravos que chegassem aqui e punindo severamente os importadores. Mas, como o sentimento geral era de que a lei não seria cumprida, teria começado a circular na Câmara dos Deputados, nas casas e nas ruas, o comentário de que o ministro Feijó fizera uma lei só para inglês ver. E, de fato, foi isso que aconteceu, diz Regina Horta, professora de História do Brasil-Império da Universidade Federal de Minas Gerais. Apesar do esforço do governo inglês, que defendia o fim do tráfico por motivos que vão desde a pressão da opinião pública interna até seus Interesses coloniais na África, a lei brasileira permaneceu como letra morta por mais de 20 anos." Foi preciso esperar outra lei, promulgada pelo imperador Dom Pedro II, em 1852, para a proibição definitiva do tráfico.
"Fazer nas coxas" - Fazer mal feito.
A origem vem da época dos escravos, que usavam as próprias coxas para moldar o barro usado na fabricação das telhas. Como as medidas eram diferentes, as telhas saíam também em formatos desiguais. E o telhado, “feito nas coxas”, acabava torto.
Quinto dos infernos - Diz-se para uma pessoa que está incomodando.
Vem da época do ciclo do ouro no Brasil. Na época a Coroa Portuguesa taxava em um quinto (1/5) todo ouro encontrado, dai o pessoal ficava maluco né e saia falando "quinto dos infernos".
“Cuspido e escarrado” - Alguém muito parecido com outra pessoa.
O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de mármore).
“Quem tem boca vai a Roma” - Significa que todos os caminhos levam a um mesmo lugar.
O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).
“Quem não tem cão, caça com gato” - Usada para uma pessoa que tenciona improvisar. O correto seria: “Quem não tem cão, caça como gato”.(ou seja, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente) .
"O pior cego é o que não quer ver" - Diz-se da pessoa que nega a verdade.
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.
"Ficar a ver navios" - Esperar em vão algo que não irá acontecer.
O rei de Portugal, Dom Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o corpo não foi encontrado. A partir de então (1578), o povo português esperava sempre o sonhado retorno do monarca salvador. Lembremos que, em 1580, em função da morte de Dom Sebastião, abre-se uma crise sucessória no trono vago de Portugal. A conseqüência dessa crise foi a anexação de Portugal à Espanha (1580 a 1640), governada por Felipe II. Evidentemente, os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma salvadora de resgatar o orgulho e a dignidade da pátria lusa. Em função disso, o povo passou a visitar com freqüência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, o retorno do dito rei. Como ele não voltou, o povo ficava apenas a ver navios.
"Não entender patavina" - Não entender absolutamente nada.
Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.
"Santinha do pau ôco" - Pessoa que se faz de santa, mas não é.
Nos século XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.
"Sem eira nem beira" - Pessoas sem posses e bens.
Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada. Na região nordeste este ditado tem o mesmo significado, mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.
"Casa de mãe Joana" - Lugar onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.
Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: “que tenha uma porta por onde todos entrarão”. O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou “Casa da Mãe Joana”. A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.
"Onde judas perdeu as botas" - Lugar distante, inacessível...
Como todos devem saber, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.
"Lua de mel" - Rito realizado após o casamento.
A expressão vem do inglês honeymoon. Na Irlanda, na Idade Média, os jovens recém- casados tinham o costume de tomar uma bebida fermentada chamada mead, composta de água, mel, malte, levedo, entre outros ingredientes. A poção deveria ser consumida durante um mês (ou uma lua). Por isso esse período passou a ser chamado de lua-de-mel.
"Arco-íris" - É um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva.Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
"Arco-da-velha" - Coisas inacreditáveis, absurdas.
Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro - tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (”de beber”, em italiano).
"Bode expiatório" - Pessa que recebe a culpa por algo que não fez.
A expressão significa que alguém recebeu a culpa de algo cometido por outra pessoa. A origem está num rito da tradição judaica. Simbolicamente, o povo depositava todos os seus pecados num bode, que era levado até o deserto e abandonado. Dessa forma, acreditava-se que as pessoas estariam livres de todos os males que tinham feito.
"A vaca foi pro brejo" - Quando algo acontece errado.
Faz referência a tempos difíceis, de seca, quando o gado parte em direção a brejos ou terrenos pantanosos em busca de água.
"Chato de galocha" - Pessoas muito chatas, resistente e insistente.
Infelizmente, os chatos continuam a existir, ao contrário do acessório que deu origem a essa expressão. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o chato de galocha seria um chato resistente e insistente, explica Valter Kehdi, professor de Língua Portuguesa e Filologia da Universidade de São Paulo. De acordo com Kehdi, há ainda a expressão chato de botas, calçados também resistentes, o que reafirma a idéia do chato reforçado.
"Da pá virada" - Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
A origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da “pá virada” tem outro sentido. Ele é o “bom”. O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.
"Nhenhenhém" - Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona.
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen” .
"Dor-de-cotovelo" - Pessoa que sofre de decepção amorosa.
A expressão “dor-de-cotovelo”, tem sua origem na figura de uma pessoa sentada em um bar e com os cotovelos em cima do balcão, enquanto toma uma bebida e lamenta a má sorte no amor. De tanto o apaixonado ficar com os cotovelos apoiados no balcão, eles iriam doer. Essa é a idéia por trás desta expressão.
"OK" - Mundialmente conhecido por significar algo que está certo.
A expressão inglesa “OK” (okay) teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante o conflito, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam em uma placa “0 Killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Foi assim que surgiu o famoso “OK”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário