Quadrinhos, quadrinhos e mais quadrinhos - Parte 1 - TRAGARTE

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Quadrinhos, quadrinhos e mais quadrinhos - Parte 1

Quadrinhos, quadrinhos e mais quadrinhos - Parte 1

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Por Flávio Mex -

Falar de quadrinhos é como entrar noutro universo de nós mesmos. Alterados, iguais, superpoderosos, vis, desta ou de outra dimensão. Não há como negar a quase infindável quantidade de quadrinhos já produzidos nesta terra, desde sua aparição, e o quanto esta arte também retrata os mais profundos anseios da humanidade. Nesse universo profundo encontramos hoje 2 majors americanas, DC e Marvel, que mandam em boa parte do pedaço. Numa metáfora, seriam como o McDonalds e o Bobs dos quadrinhos americanos. São muitas as produções mundiais, no Japão nem comento a quantidade gigantesca que é produzida e consumida de mangás. Mas o foco aqui hoje são os heróis.

Respondendo por aproximadamente  70% do que é consumido de quadrinhos nos EUA, DC e Marvel são hoje as grandes representantes no imaginário daqueles, apaixonados ou não, pela arte em quadrinhos. Um fato novo é que hoje em dia você não precisa mais ter lido as histórias de alguns personagens para saber da vida dele. A transposição para o cinema, além de séries e desenhos para a TV, licenciamentos para produtos e os extintos programas de rádios, colocaram em exposição muitos personagens para um diferente público, abrindo acesso para quem antes sequer pararia numa banca para comprar um gibi. Com os games o romance quadrinhos x outras mídias começa a render frutos mais criativos, como o último Batman: Asilo Arkham e o promissor DC Universe On Line, outra paquera, agora com a internet, no formato MMORPG (RPG online para multidões).
Leitores que acompanham as histórias da DC e da Marvel há muitos anos conhecem as inúmeras as sagas que construíram a história de personagens como Super-Homem, Batman, Homem-Aranha, X-Men e Wolverine. Algumas histórias trouxeram fatos novos às origens e outras mudaram vidas para sempre (isso existe nos quadrinhos?).

Mas, e agora?  Como ordenar toda uma gama de sagas, microsagas, reinvenções, crises, guerras e repetições de idéias? Essa parece ser uma questão desconcertante. Como manter os fãs antigos e conquistar os novos? Atualmente, a unificação parece ter sido a escolha das editoras para evitar o esgotamento de idéias e não afastar, tanto, os fãs tradicionais. A Noite Mais Densa, da DC, trouxe leitores para as outras histórias da editora. Reino Sombrio, envolvendo quase todas as revistas de linha da Marvel, também manteve sua liderança de vendas. O conteúdo nem sempre foge ao velho esquema “herói bate em vilão para vencer o grande mal” mas alguns autores ainda fazem graça com o tema.
Como nossa história sempre continua no próximo número é aguardar e ver se os esforços das editores darão em resultado a longo prazo ou se o mito do herói começa realmente a se desgastar no imaginário coletivo.

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