Especial: Os 90 anos de Fellini - TRAGARTE

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Especial: Os 90 anos de Fellini

Especial: Os 90 anos de Fellini

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Federico Fellini foi um marco no cinema mundial. Nascido na Itália, sua história passa por um misto de altos e baixos e muita, muita excentricidade. Hoje é o dia em que faria 90 anos, se ainda estivesse vivo, data que não poderíamos deixar passar em branco.
Cineasta, homem galanteador e extremamente peculiar, Fellini fez história e ganhou muitos prêmios, dentre eles, o Oscar pelo conjunto da obra em 1993. Antes de virar cineasta, foi roteirista e cartunista de muito talento, produzindo desenhos satíricos a lápis, aquarela e caneta, que percorreram a América do Norte e Europa e que hoje valem muito nas mãos de colecionadores.

Casou-se com Giulietta Masina em 1942, começando assim, uma grande parceria, tanto amorosa quanto intelectual, já que Giulieta, fez da sua vida um grande palco ao lado de seu então marido, estabelecendo uma intensa parceria artística, talvez, uma das mais importantes do cenário italiano.
Particularmente, pra mim, ela significa uma das atrizes mais importantes do meio, seus filmes e interpretações são geniais, tanto, que era considerada a "Charles Chaplin" italiana.
Com Fellini, Giulieta alcança a fama internacional com o papel de Gelsomina no filme "La Strada" (1954). Três anos depois, o ápice de sua carreira acontece na interpretação de Cabíria, no filme "Le notti di Cabiria", um marco dentre todos os filmes que já assisti. "Noites de Cabíria", em português, é um filme, romântico, ingênuo, que conta a história de uma prostituta que sonha em ser feliz, mais por vezes, acaba se enrolando em paixões grotescas e sem futuro.
A personagem, brinca com a realidade "triste", nunca desistindo de si. O mais legal é o seu jeito "tosco" e "ignorante" que cativa a todos que têm a possibilidade de entender o universo e interior de Cabíria. Muito bom!

O casamento de Fellini e Giulieta durou até a morte do cineasta, no ano de 1993, depois de um ataque cardíaco, que tirou a vida de Fellini em Roma, aos 73 anos (um dia depois de completar 50 anos de casado). Sua esposa, Giulietta, morreu seis meses depois de câncer no pulmão. O casal está enterrado em um túmulo de bronze em formato de barco, no cemitério de Rimini, sua cidade natal.
Muitas outras histórias rondaram a vida dos dois e várias biografias foram escritas a respeito do casal e carreira de ambos, platéias do mundo inteiro já puderam assistir aos clássicos do grande homem que mesmo não estando mais presente, gera muita admiração, perplexidade e saudades. Abaixo, a filmografia do grande gênio.


Filmografia:
1. Mulheres e luzes (1950) 
(co-direção com Alberto Lattuada)
2. Abismo de um sonho (1952) 
(também conhecido como "O sheik branco")
3. Os boas vidas (1953)
4. L'amore in città (1953) 
(um dos episódios)
5. A estrada da vida (1954)
6. A trapaça (1955)
7. As noites de Cabíria (1957)
8. A doce vida (1960)
9. Boccaccio 70 (1962) 
(um dos episódios)
10. Oito e meio (1963)
11. Julieta dos espíritos (1965)
12. Histórias extraordinárias (1967) 
(um dos episódios)
13. Block notes di um regista (1968)
14. Fellini-Satyricon (1969)
15. I Clowns (1970)
16. Roma de Fellini (1972)
17. Amarcord (1973)
18. Casanova de Fellini (1976)
19. Ensaio de orquestra (1979)
20. A cidade das mulheres (1980)
21. E la nave va" (1983)
22. Ginger e Fred (1985)
23. Entrevista (1987)
24. A Voz da Lua (1990).


Curiosidades sobre Federico Fellini
(fonte: wikipedia)

Com uma combinação única de memória, sonhos, fantasia e desejo, os filmes de Fellini têm uma profunda visão pessoal da sociedade, não raramente colocando as pessoas em situações bizarras. Existe um termo "Felliniesco" que é empregado para descrever qualquer cena que tenha imagens alucinógenas que invadam uma situação comum.
Grandes cineastas contemporâneos como : Woody Allen, David Lynch, Girish Kasaravalli, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Tim Burton, Pedro Almodóvar, Terry Gilliam e Emir Kusturica já disseram ter grandes influências de Fellini em seus trabalhos. 
Woody Allen, em particular, já usou o imaginário e temas de Fellini em vários de seus filmes: "Memórias" evoca "8½", e "A Era do Rádio" é remanescente de "Amarcord", enquanto "Broadway Danny Rose" e "A Rosa Púrpura do Cairo", são inspirados em "Mulheres e Luzes" e "Abismo de um Sonho", respectivamente. 
O cineasta polonês Wojciech Has, autor dos filmes "O manuscrito encontrado em Saragoça" (1965) e "Sanatorium Pod Klepsydrą" (The Hour-Glass Sanatorium - 1973), são notáveis exemplos de fantasia modernista e foi comparado à Fellini pela "Luxúria pura de suas imagens".

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