Neste post do Tragarte, vocês vão conhecer um pouco mais da história de um artista brasileiro muito bacana, que atualmente vive na Espanha e ganha cada vez mais adeptos de seus quadros e desenhos. Seu nome? Ricardo Chiaradia. No Brasil, o artista paulista já é muito conhecido pelo meio das artes plásticas e do graffiti. Assinatura constante em exposições, galerias, muros, painéis e diversos outros espaços, onde seus traços tornaram-se facilmente identificados.
Sua ligação com o meio artístico começou na década de 90, na cidade de Guarulhos/SP, e se baseava, praticamente, em um spray na mão, muitas idéias na cabeça e nenhuma pretensão em seguir carreira na área. No início, como ele mesmo nos conta, suas influências eram amigos que pintavam nos arredores de sua casa - “No começo de tudo, minhas influências foram dois amigos que pintavam no bairro, "Peruko" e "Soro", logo me interessei pela cultura de rua e mais nomes do ramo, como: "Gêmeos", "Tinho", "Speto", "Binho", entre outros. Mais tarde, comecei a procurar sobre história da arte, onde pesquisei outros artistas e com isso, a me dentificar muito com o movimento de 22, o modernismo, o cubismo, e o futurismo."
Suas obras nos levam à um confronto único entre cores e traços, entrelaços e movimentos, aderindo às suas formas o meio, a mente, o homem e o que mais a imaginação permitir.
Vale muito conferir, saca ai:
Artes – Ricardo Chiaradia
Gostou? Pois bem, Ricardo também nos conta um pouquinho mais sobre a sua carreira, família, nos fala sobre suas exposições na Espanha e relata como é estar em contato com outros artistas e “novas artes”. Super legal, abaixo:
Tragarte: Você atribui o seu trabalho como ferramenta de manifestação ou é puramente estética? Como funciona a concepção de um novo desenho?
Ricardo: No começo sim, era só estética, demorei pra perceber o poder de comunicar através da rua. Daí começamos a colocar mensagens nos graffitis, ideias e sentimentos. Hoje, pra mim não tem sentido um trabalho sem conceito que seja só estética e não tenha conteúdo, seria como um rosto bonito e nada mais. Os desenhos que faço são estudos de anatomia através da forma geométrica, já outros, como os peixes que tenho feito, são uma forma de tentar falar da natureza, que somos todos iguais: macacos, cachorros, ratos, sapos, tucanos e assim vai. A mesma coisa, vivendo no mesmo sistema, no mesmo planeta. Antes de jogar um papel no chão, pensar onde pode parar, pois provavelmente, vai pro rio e um peixe vai se alimentar dele e nós do peixe e assim por diante. É simples, mas não lembramos muito desses detalhes . Ricardo: Sim, aqui tudo é muito tradicional de certa forma, tudo é mais lento e a arte urbana está em constante evolução, estou em contato com muita coisa boa, artistas de "toda la vida", como Picasso, Dali e outros nomes importantes e nem tão conhecidos assim, ao exemplo de amigos que estão trabalhando comigo em um ateliê: um retratista, um caricaturista e uma artista multimídia. Aprendo a cada dia, esta sendo bem legal.
Tragarte: Como está sendo a recepção do meio artístico europeu com você e principalmente, com relação as suas duas novas exposições?

Ricardo: Está sendo ótimo conhecer uma "nova cultura", que tem mais se 1.500 anos de tradicão e história, ruínas romanas, lugares, prédios que são mais antigos que nosso país e isso é muito louco. Por outro lado, quem tem contato com meu modo de trabalho fica admirado como é rápido e dinâmico o processo de criação. Tem muitos sentimentos que tenho à respeito do mundo, e tudo isso tento colocar no meu trabalho, poder dizer o que penso, em tudo o que faço, através da minha arte, está sendo muito bem recebido. Estou vendendo algumas obras que exponho aqui, e isso em um ano pra mim, é bem legal. Estou muito feliz com minha familia e o meu trabalho .
Tragarte: Na sua carreira, você já participou de inúmeras intervenções culturais e exposições, hoje, com toda a bagagem você acha que o incentivo à esse cenário é maior?
Ricardo: Cada vez mais as pessoas vão dando conta da importância que é ter uma arte democrática e livre. Acho que o graffiti é a última escola de arte, abrangendo todas as outras anteriores e trazendo algo peculiar,particular e o melhor, é livre e grátis pra todos - seja na rua, no museu, não importa, é algo fantástico e muito grande.
Tragarte: Você se surpreende muito com os trabalhos que anda vendo por aí?
Ricardo: Sim, tecnicamente existem coisas incríveis de todas as linguagens: design, fotografia, graffiti, pintura, escultura, enfim. Tudo é muito bom em qualidade e têm gente muito boa. Tragarte: Pretende aderir de vez ao “portunhol”? Voltar à morar no Brasil nem tão cedo?
Ricardo: Não. De momento estou bem aqui, minha filha está crescendo e a minha mulher está feliz, a vida segue e o amanhã não sei. O Brasil é o país do futuro, de momento, o presente está aqui.
Quem estiver dando uma voltinha em Barcelona e quiser dar uma espiada pessoalmente nas obras do Ricardo, é só chegar no seguinte endereço:
Expo Individual Ricardo Chiaradia.
Casa Taller Galeria - Calle Taullat, 7 Poblenou - Barcelona/Espanha.
Até a próxima!


















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